Junta de Freguesia de São Julião da Figueira da Foz Junta de Freguesia de São Julião da Figueira da Foz

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Dia de São Julião

Dia de São Julião

06-JAN-2026

A Junta de Freguesia de São Julião da Figueira da Foz convida toda a população a participar nas celebrações em honra do Padroeiro São Julião, que terão lugar na Igreja Matriz de São Julião.Às 19h00 realiza-se a Eucaristia, com a participação do Grupo Coral David de Sousa.Às 21h30 terá lugar o Concerto em honra de São Julião, pela Sociedade Filarmónica Figueirense.Será um momento de fé, cultura e convívio, valorizando as tradições da nossa freguesia e o trabalho das nossas instituições culturais.A presença de todos é importante para dignificar esta celebração tão significativa para São Julião.

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História
OS REIS MAGOS ESTÃO A CHEGAR

OS REIS MAGOS ESTÃO A CHEGAR

01-JAN-2026

"A Figueira da Foz tem uma tradição bonita e rara, a habitual “Espera de Reis”, uma tradição que teima em persistir e que junta centenas de pessoas na Praça 8 de Maio.Este espetáculo é promovido pela Sociedade Filarmónica 10 de Agosto e pela Sociedade Filarmónica Figueirense, em simultâneo, garantindo o antigo costume da “Chegada dos Reis Magos”, Belchior, Baltazar e Gaspar.Desta forma há 2 cortejos, 6 reis magos, muitos figurantes, pastores, pajens e animais.O cortejo da Sociedade Filarmónica Dez de Agosto parte da rotunda da Ponte Galante e o cortejo da Sociedade Filarmónica Figueirense inicia-se na estação da CP.Os 2 cortejos encontram-se na Praça 8 de Maio, onde está instalada a Lapinha (presépio) e onde a população se reúne para receber os Reis Magos. Os Reis Magos descem dos cavalos, entregam ofertas ao Menino Jesus e discursam belas sátiras sociais. O Auto dos Reis é uma peça teatral de Gil Vicente que descreve a viagem de 2 pastores, Gregório e Valério, até Belém, para visitarem o menino Jesus. Foi representada, pela 1ª vez, para a Rainha D. Leonor, em 6 de janeiro de 1503. O Dia de Reis, segundo a tradição cristã, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de "alguns magos do oriente", Belchior, Baltazar e Gaspar.Estes três Reis Magos são personagens do Evangelho segundo Mateus, os quais terão visitado Jesus logo após o seu nascimento, trazendo-lhe presentes, ouro, incenso e mirra, as riquezas dos seus reinos.O ouro reconhecia Jesus como rei, o incenso reconhecia a sua divindade, e a mirra, que era usada como um remédio, representava as características humanas de Jesus.De acordo com os relatos bíblicos, os Reis Magos foram conduzidos por uma estrela-guia e chegaram a Belém 12 dias após o nascimento de Jesus.Os Reis Magos viajaram em camelos, Belchior teria começado o seu percurso na Europa, Gaspar na Ásia e Baltazar em África.Devemos aos Reis Magos a tradição de trocar presentes no Natal, mas em alguns países a troca de presentes não é feita no Natal, mas no dia 6 de janeiro, o denominado Dia de Reis ou Epifania.Em Espanha, por exemplo, são os Reis Magos que entregam os presentes para as crianças, em vez do Pai Natal. Assim, elas deixam os sapatos na janela com capim dentro e, ao lado, potes de água para os camelos.A data para desmontar a árvore de Natal e o presépio é geralmente o dia 6 de janeiro, o Dia de Reis, terminando assim as celebrações natalícias."Crónica de Fernando Curado

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Plano de Atividades e Orçamento 2026 Aprovados em Assembleia de Freguesia

Plano de Atividades e Orçamento 2026 Aprovados em Assembleia de Freguesia

30-DEZ-2025

Foi aprovado ontem, em Assembleia de Freguesia de São Julião da Figueira da Foz, o Plano de Atividades e Orçamento para 2026, documento orientador da ação da Junta para o próximo ano.A proposta foi aprovada por maioria, com três abstenções por parte do Partido Socialista e sem qualquer voto contra, refletindo um amplo consenso político em torno das prioridades definidas para a freguesia ????Este orçamento assume um carácter particularmente relevante, por corresponder ao primeiro exercício orçamental completo da Freguesia de São Julião da Figueira da Foz, não existindo histórico financeiro próprio. A sua elaboração assentou numa abordagem prudente, tecnicamente sustentada e adequada à fase de instalação e consolidação institucional da freguesia.A Junta de Freguesia de São Julião reafirma o seu compromisso com o diálogo, a responsabilidade e uma gestão próxima e transparente ao serviço da comunidade.

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Serviços encerrados | Tolerância de Ponto

Serviços encerrados | Tolerância de Ponto

29-DEZ-2025

A Junta de Freguesia deseja a todos um feliz ano novo e  informa que os serviços irão estar encerrados no dia 31 de dezembro, em virtude da tolerância de ponto concedida aos seus trabalhadores.Agradece-se a compreensão.

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História
OS AUTOS PASTORIS

OS AUTOS PASTORIS

25-DEZ-2025

"Os «Autos Pastoris» são uma peça teatral, vulgarmente conhecida por «Presépio», sendo a tradição cultural mais antiga da Figueira da Foz.Esta peça teatral mostra-nos o nascimento de Jesus Cristo, e a sua adoração, num misto de religioso e pagão.Foi no princípio do século IV que se iniciou a divulgação do nascimento de Jesus Cristo, mas, na Figueira da Foz, os Autos Pastoris datam dos finais do século XVII ou início do século XVIII. Durante décadas perderam força, tendo ressurgido nos finais do século XIX e no início do século XX. Representavam-se na sede do Rancho do Vapor e atualmente a tradição sobrevive sobretudo à custa da Sociedade Filarmónica Dez de Agosto.A Sociedade Filarmónica Figueirense, forçada a interromper as representações devido à quase extinção da sua secção cénica, em consequência da derrocada da sede nos anos setenta, retomou recentemente o tradicional «Cortejo da Espera dos Reis Magos» e a representação dos «Autos Pastoris».Antes das salas de espetáculos, os Autos ocorriam nos chamados “palheiros”, ou “cardenhos”, armazéns amplos que albergavam grande número de espetadores, depois de limpos e ornados com verdura, louro e flores.Depois de alindados os “palheiros”, montava-se um palco, onde se construía no seu centro uma gruta ou “lapinha”. No restante espaço do palco construía-se uma colina revestida de musgo, por onde passavam os atores, representando pastores e romeiros, transportando oferendas, como cestinhos de queijos, rosários de pinhões, bolos, réstias de alhos e cebolas e pequenos brinquedos para o Menino brincar.Na “lapinha” encontrava-se o Menino e a Virgem Maria, São José, o burrinho e a vaquinha. Como pano de fundo, uma imagem pintada da cidade de Jerusalém.O guarda-roupa dos atores era diversificado, o pastor com a “palhoça” às costas, a pastora de colete vermelho e saia de veludo preto, muito ouro no peito e nas orelhas das raparigas, ouro emprestado, claro está.Os bancos da assistência eram corridos, sem costas, e o preço dos bilhetes ficava ao critério do público, colocando o dinheiro que bem entendesse numa mesa à entrada do salão.No final do espetáculo, guardava-se o dinheiro suficiente para as despesas e com o restante organizava-se uma bacalhoada para os atores.Nessa época os Autos não eram ainda divididos em quatro atos, como atualmente, e o espetáculo decorria desde o começo da noite até alta madrugada. Os atores podiam interromper o espetáculo, quando conveniente, para descansar, e o público aproveitava para devorar as fartas ceias levadas de casa, como filhoses, torta doce das Alhadas, vinho e jeropiga.Nos intervalos dos Autos discutia-se a atuação dos atores, comia-se, bebia-se, conversava-se e as senhoras chegavam mesmo a fazer renda.Com o passar dos tempos surgiram as salas de espetáculos, onde os Autos Pastoris foram representados.Entre 1885 e 1910 (25 anos) existiram na Figueira cerca de 20 associações recreativas que se dedicavam ao Teatro.Entre as principais salas de espetáculos recordamos o Teatro do Paço (1820), a Sociedade Filarmónica Figueirense (1842), o Teatro do Pinhal (1863) do Grupo Dramático Recreio Operário, o Teatro Natalense (1864) que pertencia  à Sociedade Filarmónica Figueirense, o Teatro Príncipe (1874), a Sociedade Filarmónica 10 de Agosto (1880), o Grémio Lusitano (1882), o Teatro-Circo Saraiva de Carvalho (1884), o Grémio Recreativo (1888), o Teatro Garret (1893), o Teatro Afonso Taveira (1893), o Casino Peninsular (1895), o Teatro Caras Direitas/Teatro Duque (1907), o Teatro Parque-Cine (1907) o Salão Lisbonense (1908), o José Ricardo, o Teatro Chalet, o Teatro Operário, o Teatro Nicolau e o Teatro Trindade (1910).Algumas das antigas coletividades recreativas do concelho também apresentaram os Autos Pastoris, como a Sociedade Musical Santanense (1894), a Sociedade de Instrução Tavaredense (1904), o Grupo de Instrução Musical da Fontela (1921), o Grupo Recreativo Vilaverdense (1921), o Ateneu Alhadense (1924) e o Grupo de Instrução e Recreio Quiaiense (1934).O caráter profano foi introduzido no espetáculo e, para além das cenas clássicas do nascimento e da adoração do Menino, surgiu um ato dedicado ao Diabo e várias cenas críticas retiradas da realidade social figueirense, sempre com hilariante participação da assistência, recordando-nos os Autos Pastoris de Gil Vicente (1465-1536), representando diálogos cómicos de pastores.“Rindo, castigam-se os costumes” é, talvez, uma das frases mais famosas de Gil Vicente, isto é, por meio do humor é possível corrigir os costumes, denunciar a hipocrisia da sociedade, restabelecer a moral e a religiosidade, como acreditava o teatrólogo.Nas sociedades recreativas burguesas, como a Assembleia Figueirense, o Ginásio Figueirense e o Grupo Dramático Figueirense, os autos pastoris populares e cómicos eram substituídos pelas operetas e pelas comédias, muitas delas de autores locais.Nos finais de novembro iniciavam-se os ensaios, diariamente, até à véspera de Natal, dia da primeira representação, onde muitos se reencontravam, alguns vindo de longe, complementando as reuniões familiares nos lares e, “para ver os presépios vivos, caía meio mundo na Figueira”.“Houve tempos - e não vão elles muito longe! - em que aqui, n’esta minha terra querida, se representava o presépio na noite de Natal e n’outras da época que, de geração em geração, nos tem vindo a relembrar a Natividade de Christo. Era uma distracção simples, mas reunia ella muitas familias n’um convivio fraternal, alegre, que nos proporcionava umas horas de satisfação íntima”.“Ia-se ao presepio, revia-se a gente na garbosidade das moças tavaredenses, vestidas a capricho no traje de pastoras, e admirávamos-lhes também as habilidades scenicas, porque ellas quasi sempre debutavam n’estes espectaculos... E d’ali, os felizes da sorte, regressavam ao lar, e lá iam rodear a certã onde fervia o azeite com os tradicionaes filhós, ou onde o forno transbordava com dovces tortas!”“Era assim que se passava por aqui esta feliz quadra do Natal. E hoje, se é certo que ao estomago dos afortunados não faltam as abundantes consoadas com que se celebra a data natalícia, há, no entanto - triste é dizê-lo - a falta de qualquer espectáculo que nos recreie o espírito e que venha quebrar um tanto a insipida monotonia d’estas longas noites de Dezembro”. (Gazeta da Figueira – 12-12-1903- retratando o Presépio na terra do teatro)."Crónica de Fernando Curado

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143 anos de dedicação, coragem e serviço à comunidade

143 anos de dedicação, coragem e serviço à comunidade

21-DEZ-2025

Na passada sexta-feira, marcámos presença na sessão solene comemorativa dos 143 anos dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz.Foi um momento de reconhecimento pelo trabalho incansável desta corporação, que há mais de um século serve a população com profissionalismo, altruísmo e espírito de missão.A todos os bombeiros, dirigentes e voluntários, deixamos uma palavra de profundo agradecimento e respeito. A Figueira da Foz orgulha-se de vós.

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A Assembleia Figueirense assinala hoje 186 anos

A Assembleia Figueirense assinala hoje 186 anos

20-DEZ-2025

Hoje assinalamos mais um aniversário de uma instituição histórica que tem desempenhado um papel fundamental na vida cívica, cultural e social da nossa comunidade.Ao longo de 186 anos, a Assembleia Figueirense tem sido um espaço de participação, debate e compromisso com o desenvolvimento da Figueira da Foz e dos seus cidadãos. Junta de Freguesia de São Julião associa-se a esta data marcante, felicitando todos quantos contribuíram e continuam a contribuir para a sua história e relevância.Parabéns à Assembleia Figueirense

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História
A TORRE DO RELÓGIO

A TORRE DO RELÓGIO

18-DEZ-2025

"A aprovação do seu projeto ocorreu em 1942 e a obra decorreu durante 5 anos, tendo ficado concluída em 1947.Uma obra pela qual o Ministro das Obras Públicas, Eng.º. Duarte Pacheco, se interessou pessoalmente, visitando o local em 1943. Não chegou a ver a obra concluída, pois faleceu no mesmo ano em que a visitou, com 43 anos de idade, num brutal acidente de viação na manhã do dia 15 de novembro.A Torre do Relógio foi inaugurada em 1950, após longos anos de fortes polémicas, por ter sido considerada por muitos “uma agressão à leitura harmoniosa e ampla” do espaço envolvente, conforme jornais da época.Do outro lado, os defensores da sua construção defendiam o “intuito de quebrar a horizontalidade da praia e a necessidade de enquadrar o desenvolvimento da avenida e sinalizar a navegação marítima…”.A obra surgiu num contexto de modernização e expansão da cidade, no sentido de Buarcos, incluindo a construção da Avenida Marginal, a construção da Esplanada e as escadarias de acesso à praia.A Torre tem 23 metros de altura, recebeu um relógio de sol em 1949 e um relógio mecânico da Roamer em 1957, oferecido pela “Roamer Watch”, então com o valor de 200 contos, através do figueirense Manuel Henrique Calleres de Morais, com loja de ótica e relojoaria na Praça Nova.Os autores do projeto da Torre foram o arquiteto João António de Aguiar e os engenheiros Henrique Óscar Ferreira e José Nunes da Costa Redondo, que idealizaram um método construtivo pouco usual, prescindindo do betão armado e utilizando uma estrutura mista de aço e alvenaria de pedra.Nunca chegou a possuir um sistema de sinalização marítima, como inicialmente previsto, mas durante muitos anos difundiu emissões de rádio a partir do posto de turismo situado na esplanada António Silva Guimarães.No posto de turismo a rádio era comandado pelo Sr. João Rocha ou pelo Sr. Joaquim Alves de Oliveira, ambos funcionários dos Serviços Municipalizados. Passava a Marcha do Vapor às 11 e às 23 horas, no início e no fecho da emissão, e os altifalantes da Torre anunciavam: “Aqui Turismo, cabine de som!”.Recorda-se também a rubrica “Os meus conselhos” e o alerta sobre as crianças perdidas.Ou ainda os '”conseils de prudence”: "O sol é amigo..., mas não abuse da sua amizade".Depois a publicidade, “Loiras ou morenas e um traço apenas: Bac Stick!”. A emissão era interrompida das 13 às 18 e das 20 às 21 horas.A Torre do Relógio, um ícone da Figueira, foi classificada em 2004 pelo Instituto Português do Património Arquitetónico como Imóvel de Interesse Municipal."Crónica de Fernando Curado

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