Junta de Freguesia de São Julião da Figueira da Foz Junta de Freguesia de São Julião da Figueira da Foz

Notícias

Desporto
Parabéns, Campeãs!

Parabéns, Campeãs!

25-JAN-2026

A equipa Sub-16 de Basquetebol Feminino do Sporting Clube Figueirense sagrou-se hoje Campeã Distrital, numa fase final disputada na nossa freguesia.Uma conquista que reflete o talento, a dedicação e o espírito de equipa destas jovens atletas, enchendo de orgulho toda a comunidade.Felicitações às atletas, equipa técnica, dirigentes e famílias por este excelente resultado! ????Foto: Jorge Silva

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COMUNICADO – Centro de Saúde de São Julião – Unidade de Saúde Familiar

COMUNICADO – Centro de Saúde de São Julião – Unidade de Saúde Familiar

22-JAN-2026

A Junta de Freguesia de São Julião da Figueira da Foz vem, por este meio, manifestar a sua preocupação com a atual situação do Centro de Saúde de São Julião, em particular da sua Unidade de Saúde Familiar, que serve cerca de 10.000 utentes, maioritariamente residentes nesta freguesia.Apesar da existência de recursos humanos clínicos estáveis, subsistem constrangimentos significativos no funcionamento diário da unidade. A falta de um assistente técnico tem condicionado o horário de atendimento, atualmente limitado entre as 08h00 e as 18h00, quando deveria funcionar até às 20h00. Aos sábados, o funcionamento ocorre apenas entre as 09h00 e as 13h00. Esta limitação resulta da inexistência de um elemento administrativo, cuja responsabilidade se enquadra na esfera da ULS. Relativamente aos recursos não clínicos, a unidade dispõe de apenas um assistente operacional, assegurado pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, quando o adequado seriam dois, comprometendo o normal apoio ao funcionamento do espaço. Acresce a inexistência de qualquer serviço de segurança ou vigilância, situação que levanta preocupações acrescidas para profissionais e utentes.Contudo, o aspeto mais preocupante prende-se com o estado de conservação do edifício. O Centro de Saúde apresenta problemas estruturais evidentes, nomeadamente infiltrações, humidade acentuada, azulejos em falta, pavimentos degradados e gabinetes em condições deficitárias, colocando em causa a dignidade do atendimento prestado e as condições de trabalho dos profissionais de saúde.Até ao momento, não foi concretizada qualquer intervenção estrutural que permita resolver os problemas identificados e assegurar condições adequadas de funcionamento da unidade.A Junta de Freguesia de São Julião da Figueira da Foz reafirma a sua total disponibilidade para colaborar com todas as entidades competentes e apela a uma resposta célere, concreta e eficaz, que garanta condições dignas, seguras e adequadas para os utentes e para os profissionais do Centro de Saúde de São Julião.A saúde da população deve ser uma prioridade efetiva.

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Nova plataforma para atribuição do Subsídio Social de Mobilidade

Nova plataforma para atribuição do Subsídio Social de Mobilidade

07-JAN-2026

O Governo publicou o decreto-lei n.º 1-A/2026, que altera o modelo de atribuição do Subsídio Social de Mobilidade (SSM) e define um período transitório para a nova plataforma eletrónica, a qual ficará disponível a partir de 8 de janeiro. A medida aplica-se às viagens entre as regiões autónomas e o continente, mantendo os pagamentos nos balcões dos CTT até que todas as funcionalidades digitais estejam operacionais, previsto para junho de 2026.O acesso à plataforma será feito via Autenticação.gov, com possibilidade de usar Chave Móvel Digital ou códigos do Cartão de Cidadão. O SSM poderá ser solicitado logo após a compra da viagem, e os beneficiários poderão suportar apenas metade do custo em viagens só de ida ou emparelhar com a de regresso para atingir o valor máximo elegível.As faturas das viagens "deverão ser emitidas em nome do beneficiário ou de um membro do seu agregado familiar".O Governo lembrou ainda que o valor suportado pelos residentes dos Açores nas ligações aéreas com o continente baixou de 134 para 119 euros e pelos residentes na Madeira de 86 para 79 euros.Sublinhou ainda que "reconhece o subsídio social de mobilidade como um instrumento fundamental de coesão social e territorial, contribuindo para mitigar os efeitos da insularidade, em particular junto das gerações mais jovens que vivem/estudam nas ilhas e vivem/estudam no continente". Fonte: Economia ao Minuto

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Tabelas de Retenção do IRS 2026

Tabelas de Retenção do IRS 2026

06-JAN-2026

Foram divulgadas as novas tabelas de retenção na fonte de IRS que vão ser aplicadas às remunerações e pensões ao longo de 2026. Quem aufere o salário mínimo nacional, que passa de 870 para 920 euros este mês, continua isento de retenção.Em Portugal, os salários sofrem dois descontos obrigatórios: 11% para a Segurança Social e outro relativo ao IRS, determinado pelas tabelas de retenção. Vencimentos até 920 euros não pagam IRS na fonte. No entanto, na Função Pública, a base remuneratória ficará cerca de 15 euros acima do mínimo, levando os salários mais baixos do Estado a descontar IRS mensalmente.As tabelas refletem também o novo mínimo de existência (12.880 euros anuais) e a atualização automática dos escalões em 3,51%, com ligeira redução das taxas do 2.º ao 5.º escalão em 0,3 pontos percentuais, conforme o Orçamento do Estado de 2026. Fonte: Portal das Finanças ; Sapo 

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Eventos
Dia de São Julião

Dia de São Julião

06-JAN-2026

A Junta de Freguesia de São Julião da Figueira da Foz convida toda a população a participar nas celebrações em honra do Padroeiro São Julião, que terão lugar na Igreja Matriz de São Julião.Às 19h00 realiza-se a Eucaristia, com a participação do Grupo Coral David de Sousa.Às 21h30 terá lugar o Concerto em honra de São Julião, pela Sociedade Filarmónica Figueirense.Será um momento de fé, cultura e convívio, valorizando as tradições da nossa freguesia e o trabalho das nossas instituições culturais.A presença de todos é importante para dignificar esta celebração tão significativa para São Julião.

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História
OS REIS MAGOS ESTÃO A CHEGAR

OS REIS MAGOS ESTÃO A CHEGAR

01-JAN-2026

"A Figueira da Foz tem uma tradição bonita e rara, a habitual “Espera de Reis”, uma tradição que teima em persistir e que junta centenas de pessoas na Praça 8 de Maio.Este espetáculo é promovido pela Sociedade Filarmónica 10 de Agosto e pela Sociedade Filarmónica Figueirense, em simultâneo, garantindo o antigo costume da “Chegada dos Reis Magos”, Belchior, Baltazar e Gaspar.Desta forma há 2 cortejos, 6 reis magos, muitos figurantes, pastores, pajens e animais.O cortejo da Sociedade Filarmónica Dez de Agosto parte da rotunda da Ponte Galante e o cortejo da Sociedade Filarmónica Figueirense inicia-se na estação da CP.Os 2 cortejos encontram-se na Praça 8 de Maio, onde está instalada a Lapinha (presépio) e onde a população se reúne para receber os Reis Magos. Os Reis Magos descem dos cavalos, entregam ofertas ao Menino Jesus e discursam belas sátiras sociais. O Auto dos Reis é uma peça teatral de Gil Vicente que descreve a viagem de 2 pastores, Gregório e Valério, até Belém, para visitarem o menino Jesus. Foi representada, pela 1ª vez, para a Rainha D. Leonor, em 6 de janeiro de 1503. O Dia de Reis, segundo a tradição cristã, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de "alguns magos do oriente", Belchior, Baltazar e Gaspar.Estes três Reis Magos são personagens do Evangelho segundo Mateus, os quais terão visitado Jesus logo após o seu nascimento, trazendo-lhe presentes, ouro, incenso e mirra, as riquezas dos seus reinos.O ouro reconhecia Jesus como rei, o incenso reconhecia a sua divindade, e a mirra, que era usada como um remédio, representava as características humanas de Jesus.De acordo com os relatos bíblicos, os Reis Magos foram conduzidos por uma estrela-guia e chegaram a Belém 12 dias após o nascimento de Jesus.Os Reis Magos viajaram em camelos, Belchior teria começado o seu percurso na Europa, Gaspar na Ásia e Baltazar em África.Devemos aos Reis Magos a tradição de trocar presentes no Natal, mas em alguns países a troca de presentes não é feita no Natal, mas no dia 6 de janeiro, o denominado Dia de Reis ou Epifania.Em Espanha, por exemplo, são os Reis Magos que entregam os presentes para as crianças, em vez do Pai Natal. Assim, elas deixam os sapatos na janela com capim dentro e, ao lado, potes de água para os camelos.A data para desmontar a árvore de Natal e o presépio é geralmente o dia 6 de janeiro, o Dia de Reis, terminando assim as celebrações natalícias."Crónica de Fernando Curado

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Plano de Atividades e Orçamento 2026 Aprovados em Assembleia de Freguesia

Plano de Atividades e Orçamento 2026 Aprovados em Assembleia de Freguesia

30-DEZ-2025

Foi aprovado ontem, em Assembleia de Freguesia de São Julião da Figueira da Foz, o Plano de Atividades e Orçamento para 2026, documento orientador da ação da Junta para o próximo ano.A proposta foi aprovada por maioria, com três abstenções por parte do Partido Socialista e sem qualquer voto contra, refletindo um amplo consenso político em torno das prioridades definidas para a freguesia ????Este orçamento assume um carácter particularmente relevante, por corresponder ao primeiro exercício orçamental completo da Freguesia de São Julião da Figueira da Foz, não existindo histórico financeiro próprio. A sua elaboração assentou numa abordagem prudente, tecnicamente sustentada e adequada à fase de instalação e consolidação institucional da freguesia.A Junta de Freguesia de São Julião reafirma o seu compromisso com o diálogo, a responsabilidade e uma gestão próxima e transparente ao serviço da comunidade.

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Serviços encerrados | Tolerância de Ponto

Serviços encerrados | Tolerância de Ponto

29-DEZ-2025

A Junta de Freguesia deseja a todos um feliz ano novo e  informa que os serviços irão estar encerrados no dia 31 de dezembro, em virtude da tolerância de ponto concedida aos seus trabalhadores.Agradece-se a compreensão.

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História
OS AUTOS PASTORIS

OS AUTOS PASTORIS

25-DEZ-2025

"Os «Autos Pastoris» são uma peça teatral, vulgarmente conhecida por «Presépio», sendo a tradição cultural mais antiga da Figueira da Foz.Esta peça teatral mostra-nos o nascimento de Jesus Cristo, e a sua adoração, num misto de religioso e pagão.Foi no princípio do século IV que se iniciou a divulgação do nascimento de Jesus Cristo, mas, na Figueira da Foz, os Autos Pastoris datam dos finais do século XVII ou início do século XVIII. Durante décadas perderam força, tendo ressurgido nos finais do século XIX e no início do século XX. Representavam-se na sede do Rancho do Vapor e atualmente a tradição sobrevive sobretudo à custa da Sociedade Filarmónica Dez de Agosto.A Sociedade Filarmónica Figueirense, forçada a interromper as representações devido à quase extinção da sua secção cénica, em consequência da derrocada da sede nos anos setenta, retomou recentemente o tradicional «Cortejo da Espera dos Reis Magos» e a representação dos «Autos Pastoris».Antes das salas de espetáculos, os Autos ocorriam nos chamados “palheiros”, ou “cardenhos”, armazéns amplos que albergavam grande número de espetadores, depois de limpos e ornados com verdura, louro e flores.Depois de alindados os “palheiros”, montava-se um palco, onde se construía no seu centro uma gruta ou “lapinha”. No restante espaço do palco construía-se uma colina revestida de musgo, por onde passavam os atores, representando pastores e romeiros, transportando oferendas, como cestinhos de queijos, rosários de pinhões, bolos, réstias de alhos e cebolas e pequenos brinquedos para o Menino brincar.Na “lapinha” encontrava-se o Menino e a Virgem Maria, São José, o burrinho e a vaquinha. Como pano de fundo, uma imagem pintada da cidade de Jerusalém.O guarda-roupa dos atores era diversificado, o pastor com a “palhoça” às costas, a pastora de colete vermelho e saia de veludo preto, muito ouro no peito e nas orelhas das raparigas, ouro emprestado, claro está.Os bancos da assistência eram corridos, sem costas, e o preço dos bilhetes ficava ao critério do público, colocando o dinheiro que bem entendesse numa mesa à entrada do salão.No final do espetáculo, guardava-se o dinheiro suficiente para as despesas e com o restante organizava-se uma bacalhoada para os atores.Nessa época os Autos não eram ainda divididos em quatro atos, como atualmente, e o espetáculo decorria desde o começo da noite até alta madrugada. Os atores podiam interromper o espetáculo, quando conveniente, para descansar, e o público aproveitava para devorar as fartas ceias levadas de casa, como filhoses, torta doce das Alhadas, vinho e jeropiga.Nos intervalos dos Autos discutia-se a atuação dos atores, comia-se, bebia-se, conversava-se e as senhoras chegavam mesmo a fazer renda.Com o passar dos tempos surgiram as salas de espetáculos, onde os Autos Pastoris foram representados.Entre 1885 e 1910 (25 anos) existiram na Figueira cerca de 20 associações recreativas que se dedicavam ao Teatro.Entre as principais salas de espetáculos recordamos o Teatro do Paço (1820), a Sociedade Filarmónica Figueirense (1842), o Teatro do Pinhal (1863) do Grupo Dramático Recreio Operário, o Teatro Natalense (1864) que pertencia  à Sociedade Filarmónica Figueirense, o Teatro Príncipe (1874), a Sociedade Filarmónica 10 de Agosto (1880), o Grémio Lusitano (1882), o Teatro-Circo Saraiva de Carvalho (1884), o Grémio Recreativo (1888), o Teatro Garret (1893), o Teatro Afonso Taveira (1893), o Casino Peninsular (1895), o Teatro Caras Direitas/Teatro Duque (1907), o Teatro Parque-Cine (1907) o Salão Lisbonense (1908), o José Ricardo, o Teatro Chalet, o Teatro Operário, o Teatro Nicolau e o Teatro Trindade (1910).Algumas das antigas coletividades recreativas do concelho também apresentaram os Autos Pastoris, como a Sociedade Musical Santanense (1894), a Sociedade de Instrução Tavaredense (1904), o Grupo de Instrução Musical da Fontela (1921), o Grupo Recreativo Vilaverdense (1921), o Ateneu Alhadense (1924) e o Grupo de Instrução e Recreio Quiaiense (1934).O caráter profano foi introduzido no espetáculo e, para além das cenas clássicas do nascimento e da adoração do Menino, surgiu um ato dedicado ao Diabo e várias cenas críticas retiradas da realidade social figueirense, sempre com hilariante participação da assistência, recordando-nos os Autos Pastoris de Gil Vicente (1465-1536), representando diálogos cómicos de pastores.“Rindo, castigam-se os costumes” é, talvez, uma das frases mais famosas de Gil Vicente, isto é, por meio do humor é possível corrigir os costumes, denunciar a hipocrisia da sociedade, restabelecer a moral e a religiosidade, como acreditava o teatrólogo.Nas sociedades recreativas burguesas, como a Assembleia Figueirense, o Ginásio Figueirense e o Grupo Dramático Figueirense, os autos pastoris populares e cómicos eram substituídos pelas operetas e pelas comédias, muitas delas de autores locais.Nos finais de novembro iniciavam-se os ensaios, diariamente, até à véspera de Natal, dia da primeira representação, onde muitos se reencontravam, alguns vindo de longe, complementando as reuniões familiares nos lares e, “para ver os presépios vivos, caía meio mundo na Figueira”.“Houve tempos - e não vão elles muito longe! - em que aqui, n’esta minha terra querida, se representava o presépio na noite de Natal e n’outras da época que, de geração em geração, nos tem vindo a relembrar a Natividade de Christo. Era uma distracção simples, mas reunia ella muitas familias n’um convivio fraternal, alegre, que nos proporcionava umas horas de satisfação íntima”.“Ia-se ao presepio, revia-se a gente na garbosidade das moças tavaredenses, vestidas a capricho no traje de pastoras, e admirávamos-lhes também as habilidades scenicas, porque ellas quasi sempre debutavam n’estes espectaculos... E d’ali, os felizes da sorte, regressavam ao lar, e lá iam rodear a certã onde fervia o azeite com os tradicionaes filhós, ou onde o forno transbordava com dovces tortas!”“Era assim que se passava por aqui esta feliz quadra do Natal. E hoje, se é certo que ao estomago dos afortunados não faltam as abundantes consoadas com que se celebra a data natalícia, há, no entanto - triste é dizê-lo - a falta de qualquer espectáculo que nos recreie o espírito e que venha quebrar um tanto a insipida monotonia d’estas longas noites de Dezembro”. (Gazeta da Figueira – 12-12-1903- retratando o Presépio na terra do teatro)."Crónica de Fernando Curado

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